O Espírito Santo registrou a primeira morte por dengue em 2025, acendendo um sinal de alerta para toda a população. A vítima era um homem de 69 anos, morador de Anchieta, no Sul do estado, e tinha comorbidades como diabetes. Ele havia viajado recentemente para o Rio de Janeiro e começou a apresentar sintomas logo após retornar. A confirmação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) na última terça-feira (21), mas a morte aconteceu em 19 de abril.
“Com dois dias que ele havia retornado, começou a manifestar sinais e sintomas. Foi encaminhado ao pronto atendimento, suspeitaram de dengue, ele foi transferido, passou por exames e o diagnóstico se confirmou. Quatro dias depois, infelizmente, faleceu”, relatou Josiane Sonegueth, gerente da Vigilância em Saúde de Anchieta.
Além deste caso, outros 11 óbitos suspeitos de dengue estão sob investigação no estado.
Casos em alta e risco de agravamento
Somente nos últimos 30 dias, o Espírito Santo contabilizou 6.515 novas notificações de suspeita de dengue. Desse total, 1.818 casos já foram confirmados. O avanço da doença em ritmo acelerado preocupa as autoridades de saúde.
A dengue, causada por um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, pode afetar pessoas de todas as idades. No entanto, idosos e indivíduos com doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, estão mais suscetíveis às formas graves da doença, que podem levar à internação e até à morte.
Sintomas: quando procurar atendimento?
A infecção nem sempre apresenta sintomas evidentes, mas é importante estar atento a sinais como:
Febre alta (entre 39°C e 40°C), de início súbito
Dor de cabeça intensa
Dor atrás dos olhos
Dores no corpo e nas articulações
Náuseas e vômitos
Manchas avermelhadas na pele
Em casos suspeitos, a recomendação é não tomar medicamentos como anti-inflamatórios ou ácido acetilsalicílico (AAS) e buscar atendimento médico o quanto antes.
Prevenção começa em casa
O combate à dengue continua dependendo de ações simples, mas eficazes. A principal forma de evitar a proliferação do mosquito é eliminar os criadouros de larvas em áreas residenciais e comunitárias. Confira algumas medidas:
✔️ Mantenha caixas d’água sempre fechadas
✔️ Evite acúmulo de água em pneus, garrafas e vasos de plantas
✔️ Limpe calhas e ralos com frequência
✔️ Descarte corretamente o lixo
✔️ Fique atento a terrenos baldios e denuncie focos de mosquito à vigilância sanitária do seu município