Golpes por WhatsApp e Pix disparam no Brasil: saiba como se proteger

O Brasil enfrenta uma onda crescente de golpes virtuais, especialmente por meio do WhatsApp e do sistema de pagamentos instantâneos Pix. Em 2024, as perdas financeiras com fraudes no Pix aumentaram 70% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 4,9 bilhões, segundo dados do Banco Central.

📲 Golpes por WhatsApp lideram fraudes

O golpe do WhatsApp foi o mais aplicado contra clientes bancários em 2024, com 153 mil casos registrados, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) . Nessa modalidade, criminosos clonam contas do aplicativo e se passam por amigos ou familiares das vítimas para solicitar transferências via Pix.

⚖️ Golpe do falso advogado preocupa autoridades

Outra fraude em ascensão é o “golpe do falso advogado”, onde estelionatários se passam por advogados ou representantes de escritórios jurídicos para extorquir vítimas, alegando falsas indenizações ou cobranças judiciais. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lançou a plataforma ConfirmADV para que cidadãos verifiquem a autenticidade de profissionais do direito.

🛍️ Fraudes em vendas online também crescem

Golpistas têm se aproveitado de plataformas de comércio eletrônico para aplicar fraudes, como anúncios falsos e vendas de produtos inexistentes. O Banco Central registrou cerca de 4,7 milhões de casos de fraude envolvendo o Pix em 2024, com uma média mensal superior a 390 mil ocorrências.

🛡️ Dicas para se proteger

Desconfie de pedidos urgentes de dinheiro, mesmo que venham de contatos conhecidos.

Evite compartilhar códigos de verificação recebidos por SMS ou aplicativos.

Verifique a autenticidade de advogados no site da OAB antes de realizar qualquer pagamento.

Prefira plataformas de venda confiáveis e desconfie de ofertas muito vantajosas.

Ative a verificação em duas etapas no WhatsApp e mantenha seus aplicativos atualizados.

Em caso de suspeita de golpe, registre um boletim de ocorrência e informe seu banco imediatamente.