O uso excessivo de smartphones tem se tornado uma preocupação crescente entre especialistas em saúde mental. Estudos recentes apontam que a dependência desses dispositivos pode estar associada a diversos transtornos psicológicos, incluindo ansiedade, depressão e estresse.
Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) em 2023 avaliou 781 estudantes universitários de todo o Brasil e encontrou uma correlação significativa entre o uso problemático de smartphones e sintomas de ansiedade, depressão, distúrbios alimentares e insatisfação corporal. Os dados foram coletados por meio de formulários online e analisados estatisticamente, evidenciando os impactos negativos do uso excessivo desses dispositivos na saúde mental dos jovens.
Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu desde 2018 a dependência digital como um transtorno, destacando a nomofobia — o medo irracional de ficar sem o celular — como uma condição que pode desencadear ansiedade e afetar negativamente a vida cotidiana.
Especialistas alertam para sinais de alerta que podem indicar um uso problemático do celular, como a necessidade constante de verificar notificações, dificuldade em se concentrar em outras atividades e sentimentos de irritabilidade quando afastado do dispositivo. O psicólogo Guilherme Alcântara Ramos, professor do curso de Psicologia do UniCuritiba, destaca que “a internet, em especial as redes sociais, e os jogos eletrônicos são programados para oferecer conteúdo de interesse para o usuário e, assim, captar a atenção. Isso consome muito do nosso tempo e nos leva a negligenciar os cuidados com a saúde, com as emoções e com os relacionamentos”.
Para prevenir os efeitos negativos do uso excessivo de smartphones, especialistas recomendam estabelecer limites claros para o tempo de uso, evitar o uso do celular antes de dormir e buscar atividades alternativas que promovam o bem-estar, como exercícios físicos e interações sociais presenciais.