Três aves silvestres com gripe aviária foram identificadas no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Os casos foram confirmados por exames realizados pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária. Segundo as autoridades, não há necessidade de interdição do parque, já que as aves infectadas não pertenciam à fauna residente do local.
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento informou que, apesar do registro, não há risco para a população nem impacto na produção avícola. O consumo de carne de aves e ovos segue seguro. O status sanitário do estado e do país permanece inalterado, sem prejuízos às exportações.
Equipes da prefeitura e do Programa Estadual de Sanidade Avícola (PESA) estão realizando vistorias clínicas diárias no parque. Até o momento, não há sinais de infecção em outras aves, o que afasta a necessidade de sacrifício de animais.
As autoridades reforçam que aves silvestres, especialmente aquáticas como patos e marrecos, são potenciais vetores da doença. Elas podem carregar o vírus sem apresentar sintomas. Entre os sinais clínicos mais comuns da gripe aviária estão tremores, dificuldades respiratórias, asas caídas, incoordenação motora e andar em círculos.
Em caso de suspeita, a orientação é evitar o contato com aves doentes ou mortas e acionar imediatamente a Defesa Agropecuária.
Dados do Ministério da Agricultura apontam que, em 2025, já foram registrados 11 focos de gripe aviária no país — a maioria envolvendo aves silvestres.