Quatro pessoas foram presas até o momento, incluindo o diretor financeiro da empresa da vítima. A Polícia Civil confirma que as investigações seguem em andamento sob sigilo.
O assassinato do empresário Wallace Borges Lovato, de 42 anos, ocorrido no dia 9 de junho deste ano, em Vila Velha, continua mobilizando as autoridades capixabas. Wallace foi morto com um tiro na nuca ao sair da sede da empresa Globalsys, na Praia da Costa. Até agora, quatro suspeitos estão presos, entre eles o diretor financeiro da companhia, apontado como possível mandante do crime.
Cronologia do caso:
— Dia 9 de junho: Wallace Lovato é baleado ao sair do trabalho. Câmeras de segurança registraram o momento em que um Fiat Pulse se aproxima da BMW da vítima e um dos ocupantes efetua o disparo. Wallace chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
— Dia 10 de junho: O Fiat Pulse utilizado no crime é encontrado abandonado próximo à Terceira Ponte, com placas clonadas.
— Dia 11 de junho: A Polícia Civil confirma que o crime foi premeditado, envolvendo planejamento, análise de imagens e uso de ferramentas de inteligência.
— Dia 13 de junho: A Secretaria de Segurança Pública confirma que o veículo utilizado no crime veio de outro estado, onde havia sido roubado e clonado.
— Dia 17 de junho: Arthur Laudevino Candeas Luppi, apontado como motorista do carro, é preso em Minas Gerais.
— Dia 19 de junho: Arthur Neves de Barros, de 35 anos, suspeito de ser o atirador, é preso na Paraíba.
— Dia 23 de junho: Eferson Ferreira Alves, identificado como intermediário no crime, se apresenta à Polícia Civil acompanhado de advogado.
— Dia 25 de junho: A Justiça decreta sigilo absoluto sobre o processo, restringindo o acesso às informações apenas aos envolvidos diretamente na investigação.
— Dia 12 de julho: Bruno Valadares de Almeida, de 39 anos, diretor financeiro da Globalsys, é preso em casa, em Jardim Colorado, Vila Velha. A suspeita é de que ele tenha encomendado o crime após Wallace descobrir um esquema de desvio de dinheiro na empresa. No local foram apreendidos armas, joias, dinheiro e eletrônicos.
Motivação apontada pela investigação
Segundo a Polícia Civil, a principal linha de apuração é de que Wallace Lovato descobriu um desvio financeiro praticado por Bruno dentro da Globalsys. Temendo as consequências, o diretor financeiro teria planejado o assassinato com ajuda dos outros envolvidos.
Posicionamentos públicos
A família de Wallace Lovato divulgou nota expressando tristeza e defendendo o esclarecimento total dos fatos. O CEO da Globalsys, Thiago Molino, informou que a empresa rescindiu imediatamente qualquer vínculo com o investigado. O governador Renato Casagrande também comentou o caso, reforçando que há evidências de ligação entre o diretor financeiro e os demais suspeitos.
Investigações seguem em curso
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha continua apurando o caso sob sigilo judicial. A Polícia Civil informou que novos desdobramentos podem surgir a partir dos depoimentos dos envolvidos já detidos.