Uma servidora com mais de dez anos de atuação na Câmara Municipal de Itaguaçu foi presa em flagrante, na quarta-feira (17), acusada de desviar dinheiro do Legislativo. Vilma Maria do Rosário Manhani, que ocupava o cargo de diretora contábil, é suspeita de transferir pelo menos R$ 71 mil para a própria conta. Após a prisão, ela foi exonerada do cargo.
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou quando um servidor efetivo recém-empossado não conseguiu acesso às senhas das contas do Legislativo. Diante da recusa de Vilma em liberar os dados, o presidente da Câmara, Cristian Casagrande (Podemos), decidiu verificar a situação diretamente no banco. Foi nesse momento que identificaram transferências suspeitas para a conta pessoal da diretora, inclusive uma realizada no dia anterior ao flagrante.
O delegado Renan Alves dos Santos, responsável pelo caso, explicou que os R$ 71 mil apurados se referem apenas a movimentações dos últimos três meses, mas não descarta um prejuízo maior. “Ela ocupava o setor responsável por todo o processo contábil e de pagamentos. Nossa investigação agora é para dimensionar o alcance desse rombo e verificar se outras pessoas podem estar envolvidas”, destacou.
Durante a abordagem, a polícia encontrou Vilma participando de um curso sobre controle de gastos públicos, realizado na própria Câmara. A prisão ocorreu sem resistência. Ela foi levada para a Penitenciária de Colatina, mas a defesa já informou que pedirá sua liberdade em audiência de custódia.
Em nota, a presidência da Câmara garantiu que está colaborando com a investigação e que instaurará processo administrativo interno. “Nosso compromisso é com a transparência e com a responsabilização de eventuais culpados, de forma rigorosa e imparcial”, diz o comunicado.