Empresário foi asfixiado e acusado apagou as digitais: polícia conclui investigação sobre crime em posto de Vitória

A Polícia Civil do Espírito Santo concluiu as investigações sobre o assassinato do empresário Carlos José Pereira, de 62 anos, encontrado morto dentro de um carro em um posto de combustível no bairro Andorinhas, em Vitória, no início de julho deste ano. O suspeito do crime, Paulo da Silva de Oliveira, de 29 anos, foi identificado, confessou o homicídio e já está preso.

De acordo com o delegado Ramiro Diniz, chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória, o empresário foi asfixiado dentro do veículo enquanto tentava pedir socorro. As investigações apontaram que Paulo agiu com frieza e planejamento.

“Ele usava luvas cirúrgicas, máscara, boné e blusa de manga comprida, tudo para não ser reconhecido. Após o crime, passou mais de 20 minutos limpando as digitais do carro e saiu tranquilamente, levando pertences pessoais da vítima”, detalhou o delegado.

O encontro e o crime

A polícia apurou que os dois homens se conheceram em um bar na Serra, onde o suspeito trabalhava. Eles saíram algumas vezes, até que, no encontro que terminou em tragédia, Paulo já havia saído de casa decidido a roubar o empresário.

“Carlos buscou o suspeito próximo ao Terminal de Carapina, na Serra, para irem à cachoeira Véu da Noiva, em Santa Leopoldina. O suspeito carregava uma mochila e uma faca. Ao chegar ao local, ele anunciou o assalto e assumiu a direção do veículo”, explicou o delegado Ramiro Diniz.

Segundo a investigação, a vítima foi sedada com um medicamento para diminuir sua resistência e ficou sob poder do suspeito por mais de oito horas. Durante esse período, Paulo tentou fazer transferências bancárias com o cartão da vítima, mas a maioria não teve sucesso.

O suspeito então dirigiu até o posto de combustível, onde pretendia sacar o dinheiro restante. Quando percebeu movimento no local, Carlos tentou pedir ajuda, mas acabou asfixiado com as mãos pelo criminoso.

Prisão e provas

Após o homicídio, Paulo retornou para casa, na Serra. No dia seguinte, foi preso em flagrante ao tentar invadir uma residência no bairro Costa Bela, sendo contido por moradores até a chegada da polícia.

Durante as buscas, foram apreendidos o celular e roupas da vítima, além de objetos utilizados pelo suspeito no dia do crime. Um cordão de ouro que pertencia ao empresário também foi localizado, Paulo afirmou ter vendido a peça por R$ 150.

Com mais de 30 passagens criminais, o suspeito já havia sido investigado por tráfico de drogas, homicídio, porte ilegal de arma e violência contra a mulher. Ele foi indiciado por latrocínio (roubo seguido de morte) e está preso na Penitenciária de Segurança Média 2, segundo a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus).