O diagnóstico de câncer de mama muda a vida de milhares de mulheres todos os anos. Além dos efeitos físicos, o tratamento traz impactos emocionais profundos, e é justamente o autocuidado e o acolhimento que ajudam muitas pacientes a reencontrar força e autoestima durante o processo.
A biomédica e fisioterapeuta Layana Botelho, de 41 anos, foi diagnosticada em junho deste ano. Ao perceber uma ferida na mama, procurou atendimento e, em duas semanas, recebeu a confirmação da doença. “O mais difícil é se olhar no espelho e reconhecer uma nova versão de si mesma”, contou. Para transformar o momento difícil em coragem, Layana organizou uma “festa da careca” ao raspar os cabelos. “Foi leve porque eu estava cercada de amor”, relembra.
Apoio emocional faz diferença
A psicóloga Lorranny Guedes, da Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afeec), explica que cuidar da mente é parte essencial do tratamento. “Autocuidado é sobre se respeitar, se acolher e entender que é possível viver bem, mesmo em meio às incertezas”, afirma.
A Afeec oferece apoio psicológico, oficinas de arteterapia, automaquiagem e doação de perucas, ajudando mulheres a reconstruírem sua confiança. Outra iniciativa que vem ganhando destaque é a reconstrução da aréola mamária, técnica de micropigmentação que devolve o aspecto natural da mama após cirurgias e auxilia na recuperação da autoestima.
Diagnóstico precoce salva vidas
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar mais de 73 mil novos casos de câncer de mama em 2025. A boa notícia é que, quando identificado no início, o índice de cura ultrapassa 90%.
A oncologista Virgínia Lessa reforça a importância da prevenção: “Mulheres devem manter os exames em dia e realizar o autoexame regularmente. Conhecer o próprio corpo é o primeiro passo para se proteger.”