Chegou a 88 o número de pessoas sob investigação por possível contaminação ligada ao Hospital Santa Rita de Cássia, em Vitória. O dado faz parte do boletim divulgado nesta quarta-feira (29) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e inclui 63 profissionais do hospital, 15 acompanhantes e 10 pacientes.
Segundo o órgão, não se trata de novos casos, mas de notificações revisadas conforme os critérios do Ministério da Saúde, que levam em conta a presença de sintomas específicos e o fato de o paciente ter circulado pela ala oncológica do hospital, considerada o ponto de origem do surto, entre 20 de setembro e 22 de outubro.
Critérios clínicos avaliados
O protocolo da Sesa define dois grupos de sintomas:
Quadro 1:
Febre;
Alteração em exames de tórax;
Pelo menos um dos sintomas: tosse, dor muscular ou dor de cabeça.
Quadro 2:
Febre;
Pelo menos dois dos sintomas: tosse, dor muscular ou dor de cabeça.
Situação dos internados
Atualmente, cinco pessoas seguem em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), sendo uma delas paciente oncológica. Outras 15 pessoas estão internadas em enfermarias ou UPAs, entre elas 10 profissionais do hospital, oito pacientes de outras especialidades e dois acompanhantes.
Na atualização anterior, feita na segunda-feira (27), eram 41 pessoas sob análise. O salto no número se deve à ampliação dos parâmetros de investigação, e não a novos episódios de contaminação.
Investigações em andamento
De acordo com o secretário estadual de Saúde, Tyago Ribeiro Hoffmann, o aumento no número de suspeitas é resultado da aplicação de novos critérios técnicos. “A pessoa só entra como caso suspeito se tiver passado pelo Santa Rita dentro do período analisado e apresentar sintomas compatíveis. Por isso, é natural que os números oscilem conforme as notificações chegam”, explicou.
As causas da contaminação ainda estão sendo estudadas. A principal hipótese é de origem ambiental, com possível ligação à água ou ao sistema de ar-condicionado do hospital. Amostras estão sendo analisadas pelo Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen-ES) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.
Mais de 300 agentes patogênicos, entre bactérias, fungos e vírus, estão sendo testados para determinar a origem exata do surto.