Mais de 20 mil pessoas vivem com HIV/Aids no ES; 1.074 novos casos foram registrados em 2025

O Espírito Santo contabiliza 20.721 pessoas em tratamento com medicamentos antirretrovirais para HIV/Aids, considerando os atendimentos realizados nas redes pública e privada de saúde, conforme dados atualizados até 31 de outubro.

Somente neste ano, foram registradas 1.074 novas notificações da doença, sendo 818 em homens (76,1%) e 256 em mulheres (23,8%). Também foram identificadas cinco crianças com o vírus. Em 2024, o Estado havia registrado 1.106 novos casos. Ainda segundo a Secretaria da Saúde (Sesa), 152 pessoas morreram em decorrência da infecção entre janeiro e meados de outubro deste ano.

Prevenção e tratamento ampliados

Atualmente, 4.575 capixabas utilizam a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), método preventivo que reduz o risco de infecção pelo HIV. O Estado conta com 35 serviços que ofertam a PrEP e 96 unidades que realizam a PEP (Profilaxia Pós-Exposição).

A enfermeira Elaine Soares, referência técnica de HIV da Coordenação Estadual de IST/Aids, destacou os avanços recentes:

“Nosso foco tem sido ampliar o acesso à prevenção e descentralizar o cuidado. Alguns municípios já começaram a oferecer a PrEP na Atenção Básica, o que representa um passo importante para alcançar mais pessoas com equidade e eficiência”, afirmou.

Campanha Dezembro Vermelho

A próxima segunda-feira (1º) marca o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, criado em 1988 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A data abre a campanha Dezembro Vermelho, que mobiliza todo o país na luta contra o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

No Espírito Santo, a Sesa tem promovido ao longo do ano encontros e ações voltadas à visibilidade e ao protagonismo das pessoas que vivem com HIV, como o Encontro Estadual da Rede de Jovens com HIV e o Encontro Saúde e Cidadania LGBTI+, fortalecendo o diálogo e o enfrentamento do preconceito.

“Além da ampliação da PrEP, estamos investindo em informação e acolhimento. O conhecimento é a principal ferramenta para quebrar o estigma e garantir o direito à saúde de forma integral”, reforçou Elaine Soares.