Vila Velha cria Banco Municipal de Alimentos para combater a fome e o desperdício

A Prefeitura de Vila Velha oficializou a criação do Banco Municipal de Alimentos, após aprovação unânime na Câmara Municipal. A iniciativa, de autoria do prefeito Arnaldinho Borgo, transforma a doação de mantimentos em uma política pública estruturada, conectando grandes fornecedores a famílias em situação de vulnerabilidade social.

O novo equipamento funcionará como um centro de captação e triagem. O Banco receberá doações de agricultores familiares, supermercados, feiras e empresas da sociedade civil. Após uma rigorosa inspeção sanitária, os alimentos serão distribuídos por meio de uma rede que inclui os Cras, Creas, cozinhas comunitárias e entidades sociais cadastradas. O foco é garantir que o excedente de produção e comercialização, que antes seria descartado, chegue à mesa de quem precisa com segurança e dignidade.

Quem terá direito?

O público-alvo do programa são os moradores de Vila Velha inscritos no CadÚnico, com prioridade para famílias em insegurança alimentar, idosos em risco social, gestantes, lactantes e pessoas com deficiência.

A gestão do projeto ficará a cargo da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas). Segundo a secretária Letícia Goldner, o Banco não receberá doações em dinheiro, que devem continuar sendo destinadas ao Fundo Municipal de Assistência Social, focando exclusivamente em alimentos e equipamentos. Além da distribuição, a lei prevê ações de educação alimentar e o fortalecimento da agricultura familiar local.

Para o prefeito Arnaldinho Borgo, o Banco é um passo decisivo para organizar a solidariedade na cidade. “Estamos criando uma política estruturada e humana, que transforma o que seria desperdício em ação permanente de combate à fome”, pontuou.