A reforma administrativa anunciada pelo Governo do Espírito Santo vai provocar mudanças importantes nas estruturas da Polícia Militar (PMES) e do Corpo de Bombeiros (CBMES). O projeto, apresentado pelo governador Renato Casagrande na quinta-feira (15), prevê a criação de novos batalhões e companhias, além da abertura de mais de 600 vagas e promoções para mais de mil militares em todo o Estado.
Promoções no Corpo de Bombeiros
Segundo levantamento da corporação, 133 bombeiros devem ser promovidos, distribuídos da seguinte forma:
1 coronel
3 tenentes-coronéis
3 majores
4 capitães
4 primeiros-tenentes
4 subtenentes
44 primeiros-sargentos
70 cabos
Além disso, serão criadas três novas unidades operacionais:
7º Batalhão (Vila Velha)
8º Batalhão (Serra)
Centro Especializado de Resposta a Desastres (Cerd)
Também será instituído o cargo de subcomandante do Corpo de Bombeiros, fortalecendo a estrutura de comando.
Expansão na Polícia Militar
Na Polícia Militar, o impacto será ainda maior. De acordo com o comandante-geral, coronel Douglas Caus, estão previstas 666 novas vagas e 1.088 promoções, contemplando tanto oficiais (tenentes, capitães, majores e coronéis) quanto praças (soldados, cabos, sargentos e subtenentes).
Entre as mudanças previstas estão a transformação de companhias independentes em batalhões e a criação de novas unidades estratégicas:
Afonso Cláudio – transformação da 2ª Companhia Independente em Batalhão
Marataízes – transformação da 9ª Companhia Independente em Batalhão
Viana – transformação da 11ª Companhia Independente em Batalhão
Castelo e Santa Maria de Jetibá – criação de novas Companhias Independentes
Sooretama – instalação de uma companhia vinculada ao 12º Batalhão
Batalhão de Missões Especiais (BME) – reestruturação da Companhia de Operações Táticas Motorizadas
Envio à Assembleia
O projeto detalhado com todas as alterações deve ser encaminhado pelo Executivo estadual à Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) até fevereiro.
O objetivo, segundo o governo, é fortalecer a segurança pública, ampliar a presença das forças de segurança no interior e melhorar as condições de trabalho dos militares.