Aos 90 anos, o cardiologista Victor Murad, um dos nomes mais respeitados da medicina no Espírito Santo, revelou detalhes do trauma que viveu ao ser vítima de um suposto plano de assassinato e fraude financeira. A principal acusada é sua ex-secretária de confiança, Bruna Garcia, que trabalhou com o médico por 12 anos e era responsável pela gestão total de suas contas.
O Plano: Fraude e Arsênio
De acordo com as investigações do Ministério Público (MPES), o crime tinha duas frentes:
Desvio Financeiro: Aproveitando que o médico não utilizava ferramentas digitais, Bruna teria desviado mais de R$ 500 mil para financiar um estilo de vida luxuoso, incluindo viagens e estadias em hotéis de alto padrão.
Envenenamento Sistemático: Para ocultar os desvios, o MPES afirma que a secretária passou a dosar arsênio nas refeições e na água de coco do médico. A substância causou sintomas graves como vômitos de sangue, anemia profunda e o agravamento do tremor de Parkinson de Murad.
A Prova no Cabelo
A confirmação do crime veio de forma científica. Como o arsênio deixa o organismo rapidamente através do sangue, a perícia analisou fios de cabelo do médico. O exame comprovou que Victor Murad foi intoxicado sistematicamente por pelo menos 15 meses. Um frasco da substância tóxica foi encontrado na clínica após a demissão da funcionária.
Justiça e Defesa
Bruna Garcia está detida desde outubro de 2025. Ela nega as acusações, e sua defesa sustenta que as movimentações financeiras eram autorizadas e que o laudo de envenenamento não prova a autoria do crime. Já o médico, ainda em recuperação, define a ex-funcionária como uma “serpente” e espera que o caso seja levado a júri popular.