Mancha escura no mar de Vitória: MPES cobra explicações da Prefeitura e da Cesan

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) instaurou um procedimento para apurar a origem de uma extensa mancha escura que tem surgido no mar de Vitória, especificamente nas regiões da Ilha do Frade e da Guarderia. A Promotoria de Justiça do Meio Ambiente enviou ofícios à Prefeitura de Vitória, à Cesan e à Agência de Regulação de Serviços Públicos (Arsp) exigindo providências imediatas.

A investigação, liderada pelo promotor Marcelo Lemos, foi motivada por denúncias de moradores e imagens de drones que mostram o efluente escuro avançando sobre as águas. Além da coloração atípica, frequentadores reclamam de um forte mau cheiro na área. O MPES alertou que, caso a poluição resulte em danos à saúde humana ou à fauna local, os responsáveis poderão responder por crime ambiental, conforme a Lei nº 9.605/98.

O que dizem as autoridades

  • Prefeitura de Vitória: Afirmou que o efluente é fruto das obras de macrodrenagem na Praia do Canto. Segundo o município, o líquido é água salobra do lençol freático, bombeada durante a construção de uma nova estação, e não esgoto.
  • Arsp: Informou que realizou inspeções in loco para verificar se há relação com o sistema público de esgotamento sanitário e está consolidando um relatório técnico.
  • Cesan: Foi notificada pelo MPES, mas ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.

Os órgãos têm um prazo de 15 dias úteis, contados a partir desta quinta-feira (5), para enviar os esclarecimentos detalhados ao Ministério Público.