PF apreende mais de R$ 100 mil durante operação que investiga contratos em hospital do Sul do ES

A Polícia Federal apreendeu mais de R$ 100 mil em espécie durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão relacionados à Operação Jogo de Peças, realizada nesta sexta-feira (19), no Sul do Espírito Santo. O valor foi localizado na residência de um ex-diretor da Santa Casa de Misericórdia de Guaçuí, instituição que teve contratos analisados no âmbito da investigação.

A operação apura suspeitas de irregularidades em contratos de manutenção de equipamentos hospitalares firmados entre 2016 e 2024. Segundo a Polícia Federal, há indícios de que processos de contratação teriam sido direcionados para beneficiar uma empresa específica do setor, com possível pagamento de vantagens indevidas a envolvidos.

Apesar das diligências realizadas na unidade hospitalar para recolhimento de documentos e equipamentos eletrônicos, a Santa Casa informou que não é alvo da investigação. Em nota, a instituição afirmou que a apuração está relacionada exclusivamente a uma empresa fornecedora de equipamentos médicos e a fatos ocorridos entre 2014 e 2019.

O hospital também declarou ter colaborado com as autoridades, disponibilizando todas as informações solicitadas, e garantiu que os atendimentos seguem normalmente, sem prejuízo aos pacientes.

A Polícia Federal não divulgou a origem do dinheiro apreendido nem apontou, até o momento, qualquer irregularidade específica relacionada aos valores encontrados. Também não foram expedidos mandados de prisão durante a operação.

Ao todo, seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados aos investigados. Os agentes recolheram documentos, computadores, celulares e outros materiais que serão analisados para aprofundar as apurações.

De acordo com os investigadores, o nome da operação faz referência ao termo “peças”, que teria sido utilizado pelos suspeitos para mencionar supostos pagamentos irregulares. A PF busca esclarecer a participação de cada investigado e verificar se houve prejuízo financeiro à instituição.

Os fatos seguem sob investigação. Até o momento, não há condenações, e os envolvidos terão assegurados o direito à ampla defesa e ao contraditório durante o andamento do processo.