Empresário é preso suspeito de fraude na venda de terrenos em Vila Velha

Um empresário do setor de energia foi preso sob suspeita de participação em um esquema de fraude envolvendo a comercialização de terrenos em Vila Velha, na Grande Vitória. A prisão ocorreu no último dia 9 de julho, durante uma ação da Divisão Especializada de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio (DERCCP), em um loteamento irregular localizado na Barra do Jucu.

De acordo com a Polícia Civil, o investigado é apontado como integrante de um grupo suspeito de vender imóveis pertencentes a terceiros utilizando documentação falsa em nome de uma empresa, com o objetivo de conferir aparência de legalidade às negociações.

Durante a operação, os policiais apreenderam um cheque no valor de R$ 100 mil, que, conforme as investigações, teria sido entregue por uma das supostas vítimas do esquema.

Dois dias após a prisão, a Justiça decidiu converter o flagrante em prisão preventiva durante audiência de custódia. A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou que o empresário permanece detido.

As investigações seguem em andamento e, segundo documentos do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), o caso é considerado de alta complexidade por envolver grande quantidade de documentos, diversas vítimas e a necessidade de aprofundar a análise das provas.

Entre as diligências solicitadas pelo MPES está a quebra do sigilo dos dados armazenados no telefone celular apreendido com o suspeito. A intenção é acessar registros de chamadas, mensagens de aplicativos, e-mails, contatos e informações financeiras que possam ajudar a identificar outros envolvidos e esclarecer a estrutura do suposto esquema.

O Ministério Público também solicitou o compartilhamento das provas obtidas no inquérito com a Delegacia Especializada de Defraudações (Defa) e outras unidades policiais que investigam possíveis ocorrências semelhantes relacionadas ao empresário.

A Polícia Civil informou que novas informações sobre o caso serão divulgadas apenas em momento oportuno. A defesa do investigado ainda não havia se manifestado até a publicação desta matéria.