O corpo da brasileira Juliana Marins, que faleceu durante uma trilha na Indonésia, deverá desembarcar no Brasil nesta terça-feira (1º). A companhia aérea Emirates, responsável pelo transporte, havia informado inicialmente que o traslado só seria possível na quarta-feira (2), mas comunicou, na noite de segunda-feira (30), que conseguiu antecipar a operação.
Em nota enviada à família, a empresa afirmou que, “em coordenação com os familiares”, reorganizou a logística e confirmou que o corpo chegará a São Paulo ainda nesta terça-feira. A companhia também prestou condolências à família de Juliana.
Mais cedo, a Emirates havia informado que o corpo só seria levado a Dubai na terça-feira e, de lá, ao Rio de Janeiro na quarta, em função de “restrições operacionais”. A mudança na programação ocorreu após insistência da família, que denunciou nas redes sociais as dificuldades enfrentadas no processo de repatriação.
A irmã da jovem, Mariana Marins, relatou no domingo (30) que, mesmo com tudo pago e confirmado, o corpo não foi embarcado sob a justificativa de que o compartimento de bagagens estaria “lotado”. Segundo ela, a companhia também informou que, caso ocorresse o embarque, o corpo seria levado apenas até São Paulo, sem previsão de transporte até o Rio.
“O voo que traria Juliana já estava confirmado, estando tudo pago e acertado, sairia de Bali no domingo, às 19h45. Porém, misteriosamente, o bagageiro ficou ‘lotado’, e a Emirates disse que só traria Juliana em outro voo se fosse até São Paulo. Que não se responsabilizaria pela chegada dela ao Rio. Está muito difícil”, publicou Mariana.
Após a atualização da empresa, ela voltou a se manifestar, mas demonstrou preocupação com o tempo de conexão:
“Só que esse voo vai fazer Juliana ficar 27 horas em uma conexão em Bali.”
Na segunda-feira, a família também acionou a Defensoria Pública da União pedindo autorização da Justiça Federal para a realização de uma nova autópsia assim que o corpo chegar ao país. A primeira autópsia, realizada no Hospital Bali Mandara, apontou que Juliana sofreu trauma com fraturas, lesões em órgãos internos e hemorragia intensa. A morte teria ocorrido cerca de 20 minutos após o impacto, mas ainda não está claro qual das quedas foi determinante.