Durante uma viagem em família ao Brasil, um jornalista norte-americano viveu uma experiência que o fez repensar a forma como enxerga os sistemas de saúde pelo mundo. Após sofrer um acidente em Paraty, no Rio de Janeiro, ele foi levado de ambulância a um hospital público da cidade, onde recebeu atendimento completo — incluindo exames de imagem, medicação e sutura — sem que em nenhum momento lhe fosse solicitado seguro ou pagamento.
Apesar de morar no Brasil há alguns anos, o jornalista admitiu que sua primeira reação foi se preocupar com os custos do atendimento, reflexo do sistema de saúde dos Estados Unidos, conhecido por ser um dos mais caros e desiguais do mundo. A surpresa veio ao perceber que, mesmo com falhas estruturais reconhecidas, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece acolhimento gratuito e abrangente a todos, inclusive estrangeiros residentes e visitantes em situação de emergência.
Ao observar a rotina do hospital, ele se impressionou com a diversidade dos pacientes, desde moradores locais até turistas, todos recebendo o mesmo padrão de cuidado. Segundo dados do próprio Ministério da Saúde, o SUS é responsável por mais de 2,8 bilhões de atendimentos ao ano e é a única fonte de assistência médica para cerca de 70% da população brasileira.
A experiência não parou por aí: dias depois, seu filho também precisou de atendimento e foi prontamente atendido por um pediatra, que diagnosticou uma infecção de garganta e prescreveu a medicação necessária. Mais uma vez, a família deixou o hospital sem nenhuma cobrança.
A vivência foi descrita pelo jornalista como uma aula prática sobre um modelo de saúde pública universal. “Deixou marcas profundas — e alguns pontos na cabeça”, resumiu ele, ao final do relato.