Correios têm sete imóveis desocupados no ES em meio a prejuízo bilionário

Os Correios acumulam sete imóveis ociosos no Espírito Santo, em um momento de forte crise financeira. A estatal, que fechou 2024 com prejuízo de R$ 2,6 bilhões, iniciou tratativas com bancos públicos para obter um empréstimo de R$ 20 bilhões. O valor deve ser usado na reestruturação do caixa e em medidas de contenção de gastos.

O levantamento, obtido por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), mostra que os Correios possuem 50 imóveis próprios no Estado — e que 14% deles estão desocupados. Entre os endereços sem uso estão prédios localizados em Boa Esperança, Mantenópolis, Montanha, Rio Novo do Sul, Serra, Venda Nova do Imigrante e Vitória.

As construções, em geral, ficam em áreas centrais ou de grande fluxo urbano, o que desperta interesse de prefeituras e do mercado imobiliário.

Imóvel avaliado em meio milhão na Serra Capixaba

Um dos imóveis desocupados, situado em Venda Nova do Imigrante, foi avaliado em R$ 459,4 mil e poderá ser adquirido pela Prefeitura do município, após autorização aprovada pela Câmara Municipal. O local deve ser usado para ampliar espaços públicos e atender demandas administrativas.

Nos últimos anos, os Correios já venderam cinco imóveis no Espírito Santo, em Apicá, Cariacica, Itarana, Marataízes e Santa Maria de Jetibá, todos localizados em áreas de fácil acesso e visibilidade.

Venda de imóveis e demissões voluntárias

A venda de imóveis faz parte do plano nacional de reestruturação da estatal, que também inclui renegociação de contratos com fornecedores e um novo Programa de Demissões Voluntárias (PDV). O objetivo é reduzir custos fixos e aliviar a folha de pagamento, identificando áreas e regiões com desempenho abaixo do esperado.

Em nota recente, os Correios afirmaram que a alienação de bens próprios permitirá entrada imediata de recursos e redução de despesas de manutenção, reforçando o esforço de recuperação financeira da empresa.

Enquanto o empréstimo bilionário ainda é negociado, a estatal tenta conter o avanço do déficit e evitar cortes mais profundos em sua operação.