Ônibus em que torcedor do Palmeiras morreu em Lima não tinha autorização para transporte turístico

O ônibus em que morreu o torcedor do Palmeiras Cauê Brunelli Dezotti, de 38 anos, não tinha autorização para transporte turístico. A informação foi confirmada neste sábado (29) pela Autoridade de Transporte Urbano para Lima e Callao (ATU), responsável pela fiscalização do setor na capital peruana.

De acordo com o órgão, o motorista também estava irregular. Embora tivesse habilitação, não possuía certificação específica para atuar no transporte de turistas. Por isso, foi multado e proibido de exercer a função.

O veículo, de dois andares e modelo panorâmico, pertencia à empresa Solbus Transporte Turístico E.I.R.L., que possui permissão para operar, mas o ônibus utilizado no passeio não estava autorizado. O automóvel tinha 15 anos de uso e foi recolhido de forma definitiva após o acidente.

Em nota, a ATU lamentou o ocorrido:

“A entidade lamenta profundamente o acontecimento e envia suas condolências aos familiares e amigos da pessoa que faleceu durante o trajeto pela Costa Verde.”

O acidente

O caso ocorreu na sexta-feira (28), em Miraflores, um dos bairros mais turísticos de Lima, quando Cauê bateu a cabeça na Ponte Bajada Balta enquanto o ônibus passava por baixo da estrutura. Segundo a polícia peruana, o torcedor estava em pé no segundo andar do veículo, que é aberto na parte superior, e não percebeu a proximidade da ponte.

Um médico que estava entre os passageiros tentou prestar socorro imediato, mas Cauê sofreu forte trauma craniano e morreu no local.

Quem era a vítima

Cauê Brunelli era médico urologista e morava em Limeira (SP). Viajou ao Peru para acompanhar a final da Libertadores entre Palmeiras e Flamengo, realizada neste sábado (29), no Estádio Monumental de Lima.

O Palmeiras divulgou uma nota expressando solidariedade à família:

“O Palmeiras lamenta profundamente o falecimento do torcedor Cauê Brunelli Dezotti e se solidariza com seus familiares e amigos neste momento de dor.”