Anvisa proíbe marca de azeite e suspende lote de molho de alho

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização de todos os lotes do azeite extravirgem da marca Vale dos Vinhedos e suspendeu a venda de um lote específico de molho de alho da marca Qualitá, vendida nos supermercados Extra e Pão de Açúcar.

A medida foi tomada após análises laboratoriais constatarem irregularidades nos produtos. No caso do azeite, a importadora Intralogística Distribuidora Concept LTDA teve o CNPJ suspenso por inconsistência cadastral, além de os lotes apresentarem padrões de rotulagem e composição em desacordo com as normas vigentes.

Já o lote nº 29 do molho de alho Qualitá, com validade até janeiro de 2026, apresentou 20,4 mg/kg de dióxido de enxofre — substância proibida nesse tipo de alimento, segundo a Instrução Normativa nº 211 de 2023. O produto foi fabricado pela empresa Sakura Nakaya Alimentos Ltda.

Após o resultado da análise, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou que iniciou o recolhimento imediato do lote e acionou a fabricante para apurar o ocorrido. A empresa também afirmou que os consumidores podem solicitar a troca ou reembolso diretamente nas lojas ou por meio do número 0800 779 6761.

Como verificar se um produto está irregular?

A Anvisa disponibiliza uma ferramenta de consulta pública em seu site, onde é possível checar se um produto ou marca está sob alguma restrição sanitária. A pesquisa pode ser feita pelo nome da marca, tipo de produto ou data da medida.

Além disso, o consumidor pode conferir a situação cadastral da empresa responsável pela comercialização por meio do site do Ministério da Agricultura (Mapa), pesquisando o CNPJ ou a razão social da empresa.

Direitos do consumidor

Quem adquiriu os produtos citados após a suspensão oficial pode solicitar o reembolso, mesmo que a embalagem tenha sido aberta. A loja onde a compra foi realizada é responsável pela devolução do valor pago, conforme o Procon.

Caso a compra tenha ocorrido antes da determinação da Anvisa, o consumidor deve procurar a distribuidora ou fabricante. Em situações em que não houver retorno, é possível recorrer ao Procon estadual ou entrar com ação judicial, desde que haja algum comprovante da compra, como nota fiscal ou extrato bancário.