A Polícia Civil concluiu que a morte da bebê Ágatha, ocorrida em 10 de maio deste ano, em Vila Velha, foi acidental. A criança foi levada já sem vida para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com sinais de lesões no corpo, o que levou à prisão da mãe, Paula Nazaré dos Santos, e do padrasto, José Wilson Guimarães, sob suspeita de agressão.
Contudo, após a conclusão das investigações, a polícia descartou a hipótese de violência. Segundo o delegado-geral José Darcy Arruda, as marcas no corpo da bebê foram provocadas por uma tentativa de massagem cardiorrespiratória feita pelo padrasto, que não possui formação médica. Na tentativa desesperada de reanimar a criança, ele teria aplicado força excessiva, resultando nos hematomas.
Investigação e laudo afastam suspeita de agressão
Durante a apuração, foram analisados dados dos celulares, depoimentos de testemunhas e relatos de funcionários da creche onde a criança era atendida. Todos os elementos reunidos apontaram que o casal demonstrava constante preocupação com o estado de saúde da criança.
Ágatha fazia uso diário de medicamentos e chegou a receber medicação venosa em atendimento anterior na própria UPA do bairro. Relatos de funcionários da creche também descreveram a mãe como zelosa e carinhosa.
O laudo do médico legista confirmou que as lesões encontradas no corpo eram compatíveis com a manobra de reanimação, e não com agressões.
Casal foi libertado após revogação da prisão
Diante das conclusões, a Justiça determinou a revogação da prisão preventiva de Paula e José Wilson. “O mais importante é que a decisão que originou a prisão foi revista e revogada. E hoje, eles estão gozando de suas liberdades”, declarou o delegado José Darcy Arruda.
O caso, que inicialmente causou comoção e revolta, agora segue como mais um alerta sobre os riscos de realizar manobras médicas sem orientação técnica, mesmo diante de situações de emergência.