Motorista é indiciado por homicídio doloso após morte de ciclista em Vitória

A Polícia Civil concluiu a investigação sobre o atropelamento que resultou na morte de uma ciclista em Vitória e indiciou o motorista envolvido por homicídio qualificado com dolo eventual — quando se assume o risco de provocar a morte. O caso aconteceu na Avenida Norte-Sul, no bairro Jardim Camburi.

De acordo com a apuração, o condutor, de 26 anos, dirigia sob efeito de álcool no momento do acidente, o que foi confirmado por teste do bafômetro. A vítima, uma mulher de 45 anos, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu três dias depois, em decorrência de um trauma cerebral.

Além da ingestão de bebida alcoólica, o inquérito apontou outras irregularidades, como o fato de o motorista estar com a Carteira Nacional de Habilitação vencida desde março de 2025 e não ter respeitado a distância mínima de segurança em relação à ciclista.

Diante da gravidade do caso, a Polícia Civil também solicitou a manutenção da prisão preventiva do investigado. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Espírito Santo, que deve dar sequência às medidas legais.

A defesa do motorista informou que discorda do enquadramento por homicídio doloso. Segundo o advogado, não houve intenção de causar a morte, o que, na avaliação da defesa, afasta a caracterização de dolo eventual.

Entenda o caso

A ciclista trafegava pela faixa da direita da avenida e seguia em direção à orla de Camburi quando foi atingida pelo veículo. Após a colisão, ela caiu e sofreu um forte impacto na cabeça.

O motorista permaneceu no local e admitiu ter consumido bebida alcoólica antes de dirigir. Em depoimento, ele afirmou que seguia no mesmo sentido da vítima, mas disse não se lembrar do momento exato da batida, apenas do impacto.

Durante o atendimento, policiais constataram que não havia o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre o carro e a bicicleta, conforme determina o Código de Trânsito Brasileiro.

A vítima foi levada em estado grave para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), onde permaneceu internada em coma por três dias. Após a confirmação da morte, a família autorizou a doação de órgãos.