O setor de saúde no Espírito Santo e no Brasil está em alerta após a revelação de que laboratórios e farmácias estão promovendo a venda ilegal de versões manipuladas de canetas emagrecedoras. O esquema, denunciado pelo Jornal Nacional, envolve o envio de mensagens a médicos de diversas especialidades oferecendo medicamentos como a tirzepatida, que não possui versões genéricas autorizadas no mercado.
A prática contraria as normas da Anvisa, que só permite a manipulação de medicamentos em casos específicos, sob prescrição individualizada e com substâncias que não violem patentes vigentes, como é o caso do Mounjaro, da Eli Lilly.
O que dizem as empresas citadas:
Diversas empresas se manifestaram alegando conformidade com as normas sanitárias:
- Anfarmag e Unikka Pharma: Defendem que a manipulação é um processo individualizado para cada paciente e que seguem rigorosamente as normas de boas práticas da Anvisa.
- M7 Group: Afirmou atuar apenas como representante comercial e que não oferece comissões ou incentivos financeiros a médicos pela prescrição.
- Biometil e Queen Pharma: Negaram a comercialização em larga escala ou a fabricação da tirzepatida, reforçando que atendem apenas fórmulas personalizadas ou produtos estéticos.
Empresas como Neuvye, Nexahealth, Cosmopharma e outras citadas na reportagem não enviaram respostas até a publicação. O caso pode subsidiar investigações sobre crimes contra a saúde pública e violação de propriedade industrial.
Com informações de: Jornal Nacional / G1.