O médico veterinário Thiago Oliveira do Nascimento e a dentista Gabriella Anacleto Kiefer serão submetidos a júri popular nesta semana, acusados de participação na morte de um homem em situação de rua em Vila Velha. O julgamento está marcado para começar no dia 25 de junho, às 13h, com previsão de encerramento no dia seguinte.
Segundo decisão da 4ª Vara Criminal de Vila Velha, os dois responderão pelo homicídio ocorrido em agosto de 2021. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a vítima foi submetida a agressões violentas antes de morrer. O homem teria sido amarrado, espancado, sofrido fraturas nas pernas e, posteriormente, atingido por disparos de arma de fogo.
As investigações permaneceram sem avanços significativos por mais de dois anos. O caso ganhou novo rumo em janeiro de 2024, após a apreensão de uma pistola durante uma operação que teve Thiago como alvo em outra investigação criminal. Exames periciais apontaram compatibilidade entre a arma apreendida e os projéteis retirados do corpo da vítima.
De acordo com os autos, Thiago admitiu ter efetuado os disparos, alegando ter agido em legítima defesa. Já Gabriella exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio durante os depoimentos.
A denúncia relata que, na data do crime, Gabriella era proprietária de uma clínica odontológica localizada no bairro Itapoã. Após visualizar pelas câmeras de segurança uma possível invasão ao estabelecimento, ela teria acionado Thiago, que era seu companheiro na época. Os dois seguiram até o local e encontraram um homem dentro da clínica.
Ainda conforme o Ministério Público, a vítima foi baleada no imóvel, amarrada e colocada em um veículo. Em seguida, teria sido levada para uma área próxima à Rua Rio Doce, no bairro Vale Encantado, onde foi encontrada morta. O corpo apresentava marcas de violência, além de ferimentos causados por arma de fogo na região das costas e da cabeça.
A defesa de Gabriella contesta as acusações e sustenta que ela não participou do homicídio. Em manifestação, o advogado Marcos Daniel Vasconcelos Coutinho afirmou que a inclusão da cliente no processo é resultado de equívocos que serão esclarecidos durante o julgamento. Segundo ele, há confiança de que a inocência da dentista será reconhecida pela Justiça.
A defesa de Thiago informou que o processo tramita sob sigilo e não comentou o mérito das acusações.