O Dispositivo Intrauterino (DIU) é um dos métodos contraceptivos mais eficazes e seguros para prevenir a gravidez, sendo escolhido por milhões de mulheres em todo o mundo. Apesar da popularidade, ainda existem dúvidas sobre o funcionamento do dispositivo, principalmente em relação à possibilidade de ele mudar de posição dentro do útero.
De acordo com especialistas, o DIU foi desenvolvido para permanecer na cavidade uterina durante todo o período de uso. Em condições normais, atividades como exercícios físicos, corrida, musculação ou relações sexuais não provocam seu deslocamento.
Embora a possibilidade exista, casos de deslocamento ou expulsão parcial são considerados incomuns e costumam ocorrer, principalmente, nos primeiros meses após a inserção do dispositivo, período em que o organismo ainda está se adaptando ao método.
Estudos apontam que a expulsão do DIU acontece em uma pequena parcela das usuárias, podendo variar conforme fatores como características do útero, idade da paciente, momento da colocação e o tipo de dispositivo utilizado.
Outro questionamento frequente diz respeito à possibilidade de o DIU migrar para outras partes do corpo. Especialistas explicam que essa situação é extremamente rara e geralmente está relacionada a casos de perfuração uterina durante ou logo após a inserção, sendo considerada uma complicação pouco frequente.
Além da alta eficácia contraceptiva, superior a 99%, o DIU oferece como vantagens a longa duração e a possibilidade de reversão, permitindo que a fertilidade seja restabelecida após sua retirada.
O acompanhamento médico é apontado como fundamental para garantir o uso seguro do método. As consultas de revisão permitem confirmar que o dispositivo permanece na posição correta e oferecem oportunidade para esclarecer dúvidas ao longo do tratamento.
Entre os sinais que merecem avaliação médica estão cólicas persistentes, sangramentos diferentes do habitual, dores intensas ou alterações percebidas nos fios do DIU. Nesses casos, a recomendação é procurar um ginecologista para realizar exames e verificar se o dispositivo continua corretamente posicionado.
Especialistas reforçam que o acesso a informações baseadas em evidências científicas é essencial para que as mulheres façam escolhas conscientes sobre os métodos contraceptivos disponíveis e utilizem o DIU com segurança e tranquilidade.