O diabetes é uma doença crônica que afeta milhões de brasileiros e, em muitos casos, pode permanecer sem diagnóstico por anos. Como os sintomas nem sempre aparecem nas fases iniciais, especialistas alertam para a importância da prevenção, da realização de exames periódicos e da atenção aos sinais que o organismo costuma apresentar.
Dados da Federação Internacional de Diabetes (IDF) apontam que aproximadamente 16,6 milhões de adultos convivem com a doença no Brasil, colocando o país entre os que registram maior número de casos no mundo. Sem o tratamento adequado, o diabetes pode provocar complicações graves, como doenças cardiovasculares, insuficiência renal, perda da visão, danos neurológicos e até amputações.
A doença ocorre quando o organismo deixa de produzir insulina em quantidade suficiente ou não consegue utilizar corretamente esse hormônio, responsável por controlar os níveis de glicose no sangue. Como consequência, há aumento persistente da concentração de açúcar na circulação, condição conhecida como hiperglicemia.
Embora muitos pacientes não apresentem sintomas evidentes, alguns sinais podem indicar alterações importantes nos níveis de glicose. Entre eles estão sede excessiva, aumento da vontade de urinar durante o dia e a noite, fome constante, perda de peso sem explicação, fadiga, fraqueza, visão embaçada, infecções frequentes, dificuldade na cicatrização de feridas e sensação de formigamento nas pernas e nos pés.
Tipos de diabetes
A doença pode se manifestar de diferentes formas, sendo as mais comuns:
Pré-diabetes
É considerada uma condição de alerta. Nessa fase, a glicemia está acima do normal, mas ainda não atinge os valores necessários para o diagnóstico de diabetes. Pessoas com excesso de peso, hipertensão e síndrome metabólica fazem parte do grupo de maior risco. Com mudanças no estilo de vida, esse quadro pode ser revertido.
Diabetes tipo 1
Representa entre 5% e 10% dos casos e ocorre quando o sistema imunológico destrói as células responsáveis pela produção de insulina. Geralmente surge na infância ou adolescência, embora também possa aparecer na vida adulta. O tratamento inclui aplicação diária de insulina, alimentação equilibrada e prática regular de exercícios.
Diabetes tipo 2
É a forma mais frequente da doença, correspondendo a cerca de 90% dos diagnósticos. Está associada principalmente ao excesso de peso, sedentarismo, alimentação inadequada, hipertensão, colesterol elevado e predisposição genética. A adoção de hábitos saudáveis é uma das principais formas de prevenção.
Diabetes Autoimune Latente do Adulto (LADA)
Esse tipo apresenta características semelhantes às do diabetes tipo 1, porém surge na idade adulta. Inicialmente pode ser tratado com medicamentos orais, mas normalmente evolui para a necessidade de insulinoterapia.
Diabetes gestacional
Desenvolve-se durante a gravidez e exige acompanhamento médico constante. Apesar de geralmente desaparecer após o parto, aumenta o risco de complicações na gestação e favorece o desenvolvimento do diabetes tipo 2 nos anos seguintes.
Alimentação e hábitos saudáveis fazem diferença
Especialistas reforçam que a alimentação equilibrada é um dos principais pilares para prevenir e controlar o diabetes, principalmente o tipo 2. A escolha adequada dos alimentos ajuda no controle da glicemia e reduz significativamente o risco de complicações.
Além da dieta, manter o peso adequado, praticar atividades físicas regularmente, evitar o tabagismo, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e realizar exames preventivos são medidas fundamentais para preservar a saúde.
Outro ponto importante é não ignorar os sintomas. Muitas pessoas só descobrem que têm diabetes quando já apresentam consequências da doença. O diagnóstico precoce aumenta as chances de um tratamento eficaz e contribui para preservar a qualidade de vida.
Independentemente do tipo de diabetes, o tratamento tem como principal objetivo manter os níveis de glicose sob controle, reduzindo o risco de complicações e permitindo que o paciente tenha uma vida saudável e ativa.