O Espírito Santo já contabiliza 48 mortes por gripe (Influenza) em 2025, com 213 casos confirmados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo vírus nos seis primeiros meses do ano. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e acendem o alerta para o avanço da doença, especialmente em meio à baixa cobertura vacinal.
A SRAG é caracterizada por febre, tosse persistente, dores no corpo e dificuldade para respirar, podendo levar à internação hospitalar. O agravamento é mais comum em idosos, que concentram a maioria das mortes: 31 óbitos entre pessoas com 60 anos ou mais, segundo a Sesa.
Casos por faixa etária (até 10 de junho)
0 a 4 anos: 24 casos / 0 óbito
5 a 11 anos: 11 casos / 0 óbito
12 a 17 anos: 2 casos / 0 óbito
18 a 59 anos: 45 casos / 17 óbitos
60 anos ou mais: 131 casos / 31 óbitos
A Grande Vitória concentra a maioria dos registros, com 141 casos e 34 mortes. Outras regiões do estado também apresentam ocorrências relevantes:
Região Metropolitana: 141 casos / 34 óbitos
Região Central: 20 casos / 3 óbitos
Região Norte: 24 casos / 7 óbitos
Região Sul: 28 casos / 4 óbitos
O número de solicitações por leitos hospitalares também cresceu, refletindo a maior gravidade dos casos:
Janeiro: 6 solicitações
Fevereiro: 8
Março: 6
Abril: 33
Maio: 53
Vacinação abaixo do esperado
Apesar do cenário preocupante, a vacinação contra a gripe está muito aquém da meta no Espírito Santo. Até a tarde da última terça-feira (10), apenas 42,28% do público-alvo havia sido vacinado, segundo o painel Vacina e Confia. A meta é de 90%, o que representa mais de 1 milhão de pessoas no grupo prioritário.
Entre os grupos com menor adesão, destacam-se:
Crianças: 33,97% de cobertura
Idosos: 46,19% de cobertura
O subsecretário de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso, reforça o apelo para que a população busque os postos de vacinação:
“Já começamos a vivenciar o pico de sazonalidade de vírus respiratórios. Os dados mostram esse cenário, e estamos orientando os municípios para reforçar os cuidados e, principalmente, incentivar a vacinação contra a gripe”, afirmou.
A Sesa recomenda que municípios intensifiquem as campanhas de conscientização, especialmente junto aos grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.