O Ministério da Saúde confirmou 41 casos de intoxicação por metanol no Brasil, além de oito mortes relacionadas ao consumo da substância. O balanço foi atualizado nesta quarta-feira (15). Segundo o relatório, São Paulo concentra a maior parte das ocorrências e Pernambuco registrou as duas mortes mais recentes.
Ao todo, o país contabiliza 469 casos descartados. O estado de São Paulo responde por 33 confirmações, além de 57 casos em investigação e seis mortes. O número representa mais de 60% das notificações nacionais.
Entre as vítimas confirmadas em São Paulo estão três homens de 54, 46 e 45 anos, moradores da capital; uma mulher de 30 anos, de São Bernardo do Campo; um homem de 23 anos, de Osasco; e outro de 37 anos, de Jundiaí.
Além dos casos paulistas, há quatro registros no Paraná, três em Pernambuco e um no Rio Grande do Sul, sendo o primeiro boletim a incluir confirmações em Pernambuco. Entre os casos ainda em investigação, há ocorrências no Rio de Janeiro (6), Mato Grosso do Sul (4), Piauí (3), Rio Grande do Sul (3), Alagoas (1), Goiás (1) e Paraná (1).
Ações de combate
O governo de São Paulo informou que a Polícia Civil realizou nesta quarta-feira a destruição de mais de 100 mil garrafas apreendidas em um galpão clandestino na zona leste da capital. O material, equivalente a cerca de sete toneladas de vidro, foi enviado para reciclagem após autorização judicial.
Desde a criação da força-tarefa de combate à adulteração e falsificação de bebidas alcoólicas, 58 pessoas já foram presas. O trabalho reúne forças policiais, órgãos de vigilância sanitária e o Ministério da Justiça.
O metanol é uma substância altamente tóxica e seu consumo pode causar cegueira, falência de órgãos e morte. A recomendação das autoridades é que a população não consuma bebidas de procedência duvidosa e denuncie produtos suspeitos.