Uma moradora de Riviera da Barra, em Vila Velha, vive uma rotina marcada pela insegurança depois que o muro de sua casa foi atingido por três veículos em menos de um mês. O imóvel, localizado em uma curva da rodovia ES-388, já havia sido cenário de outros acidentes ao longo dos anos, incluindo a queda de um helicóptero em 2021.
A aposentada Rosângela Maria Marques, de 66 anos, relata que os constantes acidentes têm causado prejuízos financeiros e abalado sua tranquilidade. Segundo ela, os danos mais recentes destruíram parte do muro, o portão e o padrão de energia da residência, obrigando-a a interromper um trabalho que complementava sua renda.
O primeiro acidente da sequência aconteceu na madrugada de 6 de junho. Rosângela dormia quando um veículo perdeu o controle, invadiu a propriedade e provocou grande destruição.
Ela conta que acordou assustada com o barulho e, inicialmente, acreditou que a casa estivesse pegando fogo. Ao sair para verificar o que havia ocorrido, encontrou um carro dentro do terreno, com danos que atingiram até a estrutura do quarto, após a fiação ser arrancada com o impacto.
Poucos dias depois, um novo acidente foi registrado. Dessa vez, um veículo bateu contra um poste localizado na calçada e atingiu lateralmente o muro da residência. Uma pessoa ferida precisou ser socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O terceiro caso aconteceu no último domingo (5). Com receio de novas colisões, a moradora decidiu improvisar uma barreira em frente ao imóvel na tentativa de reduzir os riscos.
Segundo Rosângela, muitos motoristas chegam em alta velocidade ao trecho e não conseguem controlar o veículo ao fazer a curva, o que aumenta a frequência dos acidentes.
Além do medo constante, ela afirma que os gastos com reparos têm pesado no orçamento. Embora um seguro tenha ajudado a cobrir parte dos prejuízos do primeiro acidente, os demais custos estão sendo pagos por conta própria.
A aposentada relata que, sempre que ocorre uma nova batida, precisa contratar serviços emergenciais para reconstruir o muro e reparar os danos causados. Ela também teme pela própria segurança e afirma que corre risco de ser atingida caso esteja do lado de fora da residência no momento de outro acidente.
Até o momento, não há informação sobre a adoção de medidas para reforçar a segurança no trecho onde a casa está localizada.