Acordar pela manhã com um hálito desagradável é algo bastante comum e, geralmente, está relacionado ao período prolongado sem comer ou beber água durante o sono. Porém, quando o mau cheiro permanece mesmo depois da escovação e da higienização da boca, é importante ficar atento.
Conhecido como halitose, o mau hálito pode ter diferentes causas. Na maioria das situações, a origem está na própria boca, mas o problema também pode estar associado a condições que precisam de avaliação médica.
De acordo com a dentista Brunella M. Tassinari, especialista em Implantodontia e Sedação Consciente em Odontologia, alterações temporárias no hálito podem acontecer por motivos bastante comuns, como passar muitas horas em jejum ou consumir alimentos de odor marcante, entre eles alho e cebola.
Quando, entretanto, o problema se torna frequente e não melhora com uma rotina adequada de higiene bucal, a recomendação é investigar o que está provocando a alteração.
Por que a boca é a principal origem?
Grande parte dos episódios de halitose está relacionada a fatores presentes na cavidade oral. Entre eles estão a escovação inadequada, o acúmulo de placa bacteriana, a formação de saburra na língua, as cáries e as doenças que afetam a gengiva.
A boca seca, também chamada de xerostomia, pode contribuir para o surgimento do mau hálito. A baixa ingestão de água, períodos prolongados sem alimentação, o cigarro, o consumo frequente de bebidas alcoólicas e determinados medicamentos também podem favorecer o problema.
Outro ponto que costuma ser deixado de lado é a limpeza da língua. A região pode acumular resíduos e bactérias, contribuindo para a produção de compostos responsáveis pelo odor desagradável.
Por isso, além de escovar os dentes, é importante manter a higienização da língua e os demais cuidados recomendados pelo dentista.
Mau hálito pode estar ligado a outras doenças?
Embora as causas bucais sejam as mais comuns, a halitose persistente também pode aparecer associada a problemas que não estão diretamente relacionados aos dentes e às gengivas.
Entre as condições que podem estar relacionadas ao sintoma estão:
- sinusite;
- amigdalite;
- refluxo gastroesofágico;
- diabetes, especialmente quando não está controlada;
- doenças hepáticas;
- doenças renais;
- algumas doenças respiratórias.
Isso não significa que toda pessoa com mau hálito tenha alguma dessas doenças. O odor pode ter causas simples e relacionadas à própria rotina. No entanto, quando persiste apesar dos cuidados com a higiene, a avaliação profissional ajuda a identificar a origem.
Qual profissional procurar?
Segundo a especialista, o dentista é, geralmente, o primeiro profissional indicado para investigar a halitose, já que uma parcela significativa dos casos está relacionada à saúde bucal.
Durante a avaliação, podem ser identificados problemas como cáries, doenças gengivais, acúmulo de placa e alterações na língua.
Caso não seja encontrada uma causa odontológica, o paciente poderá ser encaminhado para outro especialista, conforme os sinais apresentados e a suspeita clínica. Entre as possibilidades estão profissionais das áreas de otorrinolaringologia, gastroenterologia e endocrinologia.
Como evitar o mau hálito?
A prevenção está diretamente ligada à manutenção de uma boa higiene bucal e a hábitos que ajudam a evitar o ressecamento da boca.
Entre os cuidados importantes estão:
- escovar os dentes regularmente;
- higienizar a língua;
- utilizar fio dental;
- manter uma boa ingestão de água;
- evitar longos períodos de jejum;
- não fumar;
- moderar o consumo de bebidas alcoólicas;
- manter consultas odontológicas periódicas.
Se o mau hálito continuar mesmo com esses cuidados, o ideal é procurar avaliação profissional para descobrir a causa e receber a orientação adequada.