Câncer de intestino: sintomas que merecem atenção e podem ajudar na descoberta precoce

O ator Lúcio Mauro Filho revelou que descobriu um câncer de intestino durante um exame de rotina, após enfrentar problemas de saúde no período posterior à Covid-19. Segundo o artista, o diagnóstico foi mantido em privado por mais de cinco anos.

Em relato publicado nas redes sociais, Lúcio afirmou que está curado e aproveitou para reforçar a importância dos cuidados preventivos e da realização de exames periódicos. O caso chamou atenção para uma doença que, principalmente em suas fases iniciais, pode não provocar sintomas claros.

Quais são os sinais do câncer de intestino?

O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, pode surgir no cólon ou no reto. Em muitos casos, a doença começa a partir de pólipos, pequenas alterações na parede intestinal que podem sofrer mudanças ao longo do tempo.

Entre os sinais que precisam ser investigados estão:

  • presença de sangue nas fezes;
  • mudança persistente no funcionamento do intestino, como diarreia ou prisão de ventre;
  • dor, cólica ou desconforto abdominal;
  • perda de peso sem explicação;
  • cansaço e fraqueza;
  • anemia;
  • alteração no formato das fezes, que podem ficar mais finas;
  • sensação de massa ou aumento do volume abdominal.

Esses sintomas não significam necessariamente que a pessoa tenha câncer. Hemorroidas, infecções, síndrome do intestino irritável e outras alterações também podem provocar manifestações semelhantes. Por isso, quando os sinais persistem ou representam uma mudança no funcionamento habitual do organismo, é importante buscar avaliação médica.

Por que a descoberta precoce é importante?

O câncer colorretal pode permanecer silencioso por um período prolongado. Quando identificado em fases iniciais, porém, as possibilidades de tratamento e controle da doença são maiores.

A investigação pode envolver avaliação clínica, exames laboratoriais e exames de imagem. O teste de sangue oculto nas fezes é uma das alternativas utilizadas no rastreamento, enquanto a colonoscopia permite examinar diretamente o interior do intestino grosso e do reto.

Além de localizar possíveis tumores, a colonoscopia também pode identificar e retirar pólipos durante o procedimento, reduzindo o risco de que algumas dessas lesões evoluam para um câncer.

Quem deve ficar mais atento?

O risco aumenta com o avanço da idade, especialmente a partir dos 50 anos, embora a doença também possa aparecer em pessoas mais jovens.

Entre os fatores associados ao câncer colorretal estão o histórico familiar da doença, excesso de peso, sedentarismo, alimentação com baixo consumo de fibras e elevada presença de carnes processadas e carne vermelha, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e algumas doenças inflamatórias intestinais.

Pessoas que já tiveram pólipos ou apresentam doenças como retocolite ulcerativa e doença de Crohn podem precisar de acompanhamento diferenciado.

Também é importante informar ao médico sobre casos de câncer colorretal na família, principalmente quando a doença foi diagnosticada em parentes próximos e em idade mais jovem.

Prevenção exige atenção aos sinais

O relato de Lúcio Mauro Filho reforça a importância de não adiar consultas e exames de acompanhamento. Como o câncer de intestino pode não apresentar sintomas no começo, o rastreamento tem papel importante na identificação de alterações antes que a doença avance.

A presença de sangue nas fezes, mudanças persistentes no hábito intestinal, emagrecimento sem explicação ou outros sinais diferentes do padrão habitual não deve ser ignorada. A avaliação de um profissional de saúde é fundamental para determinar a causa e indicar os exames necessários.