Bicicletas elétricas e scooters que circulam pelas ruas do Espírito Santo poderão passar por uma fiscalização mais específica. Radares móveis serão utilizados para medir a velocidade desses veículos e ajudar os agentes de trânsito a identificar possíveis irregularidades, principalmente casos em que o equipamento tenha sido alterado para alcançar velocidades superiores às permitidas.
A medida faz parte das novas regras estabelecidas pelo Conselho Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Cetran-ES), que padronizam os procedimentos de fiscalização desses meios de transporte no Estado.
Pelas normas nacionais, bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos possuem características específicas de fabricação, incluindo limite de velocidade. Esses veículos contam com sistemas eletrônicos destinados a impedir que ultrapassem o parâmetro estabelecido para a categoria.
Uma das irregularidades que poderá ser identificada durante a fiscalização é justamente a retirada ou alteração desse limitador. Dependendo da modificação realizada, o veículo pode deixar de ser enquadrado como bicicleta elétrica ou equipamento autopropelido e passar a ser classificado em outra categoria, como ciclomotor.
Como o radar será utilizado
A fiscalização poderá começar com a medição da velocidade enquanto o veículo estiver circulando. O radar móvel será direcionado para o trecho onde bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos estejam trafegando.
Caso seja registrada uma velocidade considerada incompatível com as características da categoria, o condutor poderá ser abordado pelos agentes. A medição, por si só, não será suficiente para determinar que houve adulteração, mas poderá servir como indício para a realização de uma verificação mais detalhada.
Durante a abordagem, os agentes poderão analisar as características do veículo e realizar testes para verificar se o sistema de limitação de velocidade foi modificado.
Teste poderá ser feito com cavalete
Entre os equipamentos que podem auxiliar a fiscalização está um cavalete utilizado para suspender a roda do veículo. Com a estrutura, o agente consegue acionar o motor sem que a roda permaneça em contato com o solo.
O procedimento permite verificar a velocidade máxima configurada no equipamento e avaliar se o sistema eletrônico de limitação continua funcionando dentro dos parâmetros previstos.
Além de facilitar a análise, o cavalete também oferece mais segurança durante o teste. Com a roda suspensa, diminui o risco de o equipamento se movimentar de maneira inesperada enquanto o motor estiver sendo acionado.
A fiscalização, portanto, deverá combinar a medição feita na via com a abordagem e os testes necessários para verificar as características do veículo. O objetivo é diferenciar os equipamentos que permanecem dentro das especificações daqueles que passaram por modificações capazes de alterar sua classificação e as regras às quais estão sujeitos.