O pré-candidato do Republicanos ao Governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini, ainda não definiu quem ocupará a vaga de vice em sua chapa. Nos bastidores, a preferência seria por uma mulher, com possibilidade de escolha de uma candidata ligada ao segmento evangélico.
A estratégia teria como objetivo ampliar o diálogo com diferentes grupos do eleitorado, especialmente mulheres e eleitores evangélicos, que possuem presença significativa no Estado.
Entre os nomes avaliados estão integrantes do próprio Republicanos e do PL, partidos que fazem parte da aliança de Pazolini. Também houve especulações envolvendo uma representante do Democrata.
Nomes avaliados
No Republicanos, Adriana Boas aparece entre as possibilidades. Aos 41 anos, ela é evangélica e atua na defesa dos direitos das pessoas com transtorno do espectro autista. Inicialmente, está cotada para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
Pelo PL, outro nome mencionado é o da Enfermeira Laryssa, que completa 30 anos nesta sexta-feira (14). Evangélica, ela disputou a eleição municipal de 2024 como candidata a vice-prefeita de Vila Velha, na chapa encabeçada pelo Coronel Ramalho. Para 2026, sua pré-candidatura é voltada à Assembleia Legislativa.
Já pelo Democrata, a possibilidade citada é Hélida Loreto, liderança comunitária de Goiabeiras e uma das fundadoras da Associação das Paneleiras do bairro. Aos 66 anos, ela possui uma trajetória ligada à atuação comunitária e declarou apoio à gestão de Pazolini e à campanha municipal de 2024.
Outros nomes chegaram a ser cogitados
Também houve especulações sobre Penélope Feu Rosa, do Novo. Servidora de carreira do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, ela pretende concorrer a uma vaga de deputada federal. A possibilidade, entretanto, dependeria da entrada formal do Novo na aliança de Pazolini, cenário que envolveria mudanças nos planos eleitorais do partido.
Outro nome lembrado nos bastidores foi o de Soraya Manato, filiada ao Republicanos e que desistiu de disputar uma cadeira na Câmara Federal. A possibilidade de ela integrar a chapa, porém, enfrentaria resistências relacionadas ao cenário político envolvendo seu marido, Carlos Manato, que também busca uma vaga de deputado federal.
O presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, também chegou a ser considerado para a posição. Além de ocupar a direção estadual da legenda, ele é um dos principais articuladores políticos da pré-candidatura de Pazolini.
A hipótese teria como principal argumento a relação de confiança entre os dois políticos. Por outro lado, a mudança poderia prejudicar a composição da chapa do Republicanos para a Câmara dos Deputados, já que Erick é pré-candidato ao cargo.
Uma das opções está fora da disputa
Bruna Soares, que também aparece na chapa do Republicanos para a Câmara Federal, chegou a ser mencionada como possibilidade para a vice. Ela é ligada à Assembleia de Deus e atua com grupos de jovens e adolescentes da igreja no Litoral Sul do Espírito Santo.
No entanto, a idade impede sua candidatura ao cargo neste momento. A legislação eleitoral exige que o candidato a vice-governador tenha pelo menos 30 anos na data da posse. Bruna só completará essa idade em abril do próximo ano.
Além dos nomes já mencionados, a escolha ainda pode recair sobre uma integrante do grupo político de Pazolini que não tenha atuação conhecida na política. Assim, a definição da vice ainda permanece em aberto.